Crônica de uma morte anunciada


Foi com surpresa e tristeza que vi na Internet o fim de mais uma história de talento que acabou tragicamente, a cantora e compositora Amy Winehouse morreu aos 27 anos de causa ainda não divulgada. Digo surpresa porque embora todo mundo soubesse dos problemas com álcool e drogas da cantora, sempre tive esperança que ela superasse essa doença, afinal para nós fãs, o que realmente importava era ouvir a bela voz que se calou tão cedo.

Este episódio me faz pensar na fragilidade de algumas pessoas, que desequilibradas se tornam autodestrutivas e na impotência dos pais e amigos que tentam mas não conseguem tirá-las do fundo do poço.

Como mãe, me apavora a idéia de ver um filho meu nessa situação. Os meus filhos ainda são pequenos mas tento ensiná-los como se proteger e evitar coisas que podem fazer mal para eles, nas minhas conversas com eles,  sempre me pego tentando plantar uma idéia de respeito consigo mesmo e de não fazer escolhas incentivados por outras pessoas.

Todos os dias ouvimos histórias de jovens que por curiosidade experimentam drogas e se tornam viciados se afastando da família e dos amigos. Dizem os especialistas que há uma propensão genética à dependência química, isto é, filhos de pais viciados em qualquer tipo de droga têm mais chances de serem dependentes. Outro fator é a dificuldade de lidar com os problemas próprios da juventude, como a insegurança que leva a baixa auto-estima e os jovens buscam a auto-afirmação através das drogas.

Segundo o Relatório Mundial da ONU sobre Drogas de 2011, o Brasil tem o maior número de usuários de cocaína na América Latina, cerca de 900.000 e 3% dos estudantes universitários entre 18 a 35 anos usam cocaína entre outras drogas.

Nas famílias em que há um viciado, todos sofrem,  me lembro da história de uma mãe que mantinha o filho acorrentado em casa para que ele não saísse para a rua em busca de drogas e de outra que trancava todos os objetos de valor para que o filho não os vendesse para comprar drogas.

Para os especialistas o diálogo, a troca de afeto e o companheirismo são formas de unir as famílias e aproximar pais e filhos. Os pais devem aproveitar qualquer oportunidade para introduzir a conversa sobre o uso de drogas e o mal que elas fazem muitas vezes levando para um caminho sem volta.

Até a próxima

Uma resposta to “Crônica de uma morte anunciada”

  1. antonio abrahão junior Says:

    Sim, perdemos a melhor cantora que apareceu nos últimos 10 anos. Uma fera do soul, jazz, enfim, todos os bons estilos musicais que andam sumidos da midia. O que aconteceu com ela foi em decorrência de problemas pessoais e também por irresponsabilidade dos empresários musicais porque o tratamento dela teria que ser longo e isto incluiria a ausência temporária dos palcos. Agora temos que continuar aturando várias cantoras que para compensar a falta de voz, gritam até estourar a goela…Haja paciência e salvem nossos ouvidos… Abs, Jr.

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