A onda da semana

Hoje a coluna vai fugir um pouquinho das artes e a gente vai falar de movimentos coletivos na rede global.

Você já tomou “uns bons drinque”? Sabe quem é a Amanda Gurgel? Foi no churrasco da gente diferenciada? Se não faz idéia do que eu estou falando, é melhor você ligar seu radar…

Se você, por outro lado, freqüenta as redes sociais, já deve ter visto tudo isso e por pouco já não esqueceu, afinal a mania da semana é A Banda Mais Bonita da Cidade (http://www.youtube.com/watch?v=QW0i1U4u0KE).

Já foi bastante discutida a quantidade de informações disponível para todos com acesso à internet e banda larga. São notícias, virais, memês, todos os vídeos imagináveis estão aí, blogs, redes sociais… Mas mesmo assim parece que algumas notícias se sobressaem a outras. Como se, de repente, todos estivessem olhando na mesma direção. E, apesar, de todo o conteúdo disponível, as pessoas só falam do mesmo assunto.

Longe de mim procurar as causas para isso, não tenho estudo para tanto. Mas como observadora que sou, navego por aí a procura dessas tendências. Aliás, nem procuro, elas me acham.

O interessante disso tudo é que, muitas vezes, estes assuntos “pulam” da internet e invadem as mídias tradicionais, jornais, TV e até eventos presenciais, trazendo pra vida off line, o que a gente só conhecia pela tela do computador (ou do tablet, ou do smartphone… enfim, você me entendeu).

Por um lado, isso é ótimo, afinal até quando você iria agüentar ouvir falar da Luisa Marilac? Ah! Pros que não conhecem, tá aqui: http://www.youtube.com/watch?v=CAPc_4oOu0Y&feature=related. Ou ouvir por seis intermináveis minutos (Oração – A Banda Mais Bonita da Cidade), uma música com uma letra curta que estaria de bom tamanho se tivesse dois. Parece um mantra.

Mas por outro tornam curtas e supérfluas as discussões em torno da educação pública no Brasil: http://www.youtube.com/watch?v=7iJ0NQziMrc. Será que daqui um mês lembraremos-nos dessa corajosa professora do Rio Grande do Norte? E a questão social, que se tornou mais forte do que de transporte, do preconceito originado pela discussão do metrô em Higienópolis. Dos dois lados.

O que fica claro é que, com tanta informação, os assuntos nascem e morrem com a mesma facilidade, mostrando sua efemeridade e condição de ser substituível.

Uma coisa é certa. Semana que vem a novidade é outra.

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