Estou escrevendo este texto no sábado e amanhã será dia das mães. A minha casa estará cheia, seremos quatro mães de gerações e histórias de vidas diferentes. Cada uma de nós que um dia já fomos filhas, hoje somos mães e vocês devem concordar comigo que ser filho é muito mais fácil que ser mãe.
Para iniciar nossa conversa fui pesquisar quem inventou o Dia das Mães, e descobri que não foi nenhuma loja de departamento. Na Inglaterra do século 19, o quarto domingo da Quaresma passou a ser dedicado às mães das operárias inglesas. Neste dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar com suas mães e preparar o “mothering cake”, um bolo feito especialmente para comemorar a data.
Em 1905, a escritora Ana Jarvis, do Estado da Virgínia Ocidental, perdeu sua mãe e ficou bastante deprimida. Para ajudá-la a lidar com o sofrimento, suas amigas tiveram a idéia de fazer uma festa para perpetuar a memória da mãe de Ana. Mas Ana quis mais. Ela teve a idéia de que a festa fosse estendida à todas as mães,vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães.
Para criar o Dia das Mães, Ana lutou bastante. Foi só no dia 26 de abril de 1910 que ocorreu a primeira celebração oficial do Dia das Mães, quando ele foi incorporado ao calendário de datas comemorativas do Estado da Virgínia Ocidental. Outros Estados fizeram o mesmo e, em 1914, o presidente Woodrow Wilson estabeleceu que a data fosse comemorada sempre no segundo domingo de maio. Cem anos depois esta data se tornou uma das mais rentáveis do mercado.
Na sexta-feira recebi vários e-mails de outras mães em que as qualidades quase divinas das mães eram ressaltadas ao extremo, a descrição era de uma mulher maravilha, uma figura com poderes quase especiais.
Não acredito muito nisto, me incomoda ouvir falar das mães como uma super mulher, sempre achei que esta foi a forma que a nossa sociedade machista encontrou de dar algum valor especial as mulheres que ficavam em casa cuidando dos filhos enquanto o homem ia trabalhar, como se fosse uma compensação .
Quem não se enquadra neste perfil se sente culpada e muitas vezes frustrada por não conseguir dar conta de tudo, por não conseguir decifrar o choro do bebê, por não conseguir amamentar, por ficar irritada com a gritaria das crianças, por não ser tão perfeita quanto a mãe do comercial da TV.
Ninguém é perfeito e nem as mães são, elas erram, elas se cansam, elas têm fome, têm sono, têm desejos e sonhos e nem por isso amam menos os seus filhos. Hoje as mulheres desempenham vários outros papéis importantes além do de mãe e querem reconhecimento por todos eles como qualquer pessoa.
Até a próxima!
Fonte: http://www.estado.com.br/suplementos/esta/2006/05/13/esta117599.xml

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