Crítica – “Monstros vs. Alienígenas”

monstrosDomingo, fui assistir com meu filho André e minha sobrinha Maria Letícia  a pré-estréia da animação “Monstros vs. Alienígenas”, já sabendo que tinha sido a maior bilheteria do final de semana nos EUA, chegando a arrecadar US$58milhões, ainda por cima quem assina a produção é a DreamWorks,  que tem em seu Portifólio filmes como  Madagascar e o blockbuster Sherek, sem mencionar que era a estréia do estúdio em filmes 3D . Com todos esses ingredientes não tinha como sair decepcionado do cinema, estava ansioso e cheio de expectativas. O filme inicia com um ritmo interessante para nós adultos bem diferente das animações que estou acostumado a ver, parecia tudo muito real, nada de fantástico, talvez esse o motivo de que algumas crianças nas salas começassem a se dispersar, mas durou pouco e o que se viu à partir desse momento foi um filme com um roteiro morno, agora nem os adultos estavam mais interessados, os personagens nao conseguiam criar nenhuma identificação e muito menos alguma empatia com as crianças e muito menos com os adultos, o filme vai ficando cada vez mais sério tratando de assuntos inimagináveis nas cabeças das crianças e de qualquer pessoa que resolveu ver o filme como, ciúmes, medo da solidão, angustia do abandono e a perda de um amor, quando olhei para o lado meu filho estava quase dormindo, por outro lado minha sobrinha continuava firme, mulheres sempre são mais determinadas. Nesse momento pensei,  essa animação é para adultos, me esforcei mas não teve jeito de gostar, a história não convenceu e o ponto forte de todas as boas animações não estava presente, o humor inteligente e ingênuo que reúne risadas de crianças e adultos simultaneamente. A personagem central Susan uma jovem atingida por um meteorito radioativo que a deixa com 15metros de altura, não convence sua postura no ínicio do filme é de medo e impotência, tornando-se uma grande heroína no final do filme, mas ai já é tarde a maioria das crianças já haviam dormido e nem notaram essa transformação.  A digitalização é perfeita e não deixa nada a desejar diante de outras produções, os efeitos 3D é algo a parte que merece ser elogiado, impressionante e muito surpreendente, mas fica só nisso. Não sei se vale a pena ir ao cinema para assistir, a não ser que seu filho insista muito deixando você louco, assim você leva ele e enquanto ele dorme você relaxa um pouco enquanto vê uma animação água com açúcar regada a muita pipoca. Ao final do fime perguntei para minha sobrinha,  você gostou do filme ? “É legal tio ” saiu a frase tão morna quanto o filme.

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