Record vai fazer minissérie sobre Jânio Quadros

 A minissérie terá 12 capítulos e será escrita por ator e autor Paulo Figueiredo baseado na obra de Nelson Valente. Não tem data de estréia, pois o momento ainda é de coletar dados sobre a vida de Jânio Quadros…vamos aguardar !

(fonte:FSP)

2 Respostas to “Record vai fazer minissérie sobre Jânio Quadros”

  1. Irene Santana Says:

    A minissérie sobre Jânio da Silva Quadros, deverá acabar com as mentiras sobre o ex-presidente que sobre ele inventaram de tudo, até que ele atravessou o mar Egeu a nado. Nelson Valente é um excelente escritor,com 64 livros publicados, sendo 12 ( doze) sobre Jânio Quadros. Valente é presidente da Academia de Letras Blumenauense – ALB e reconhecido internacionalmente. Paulo Figueiredo é um excelente ator e autor de renome internacional.

  2. Nelson Valente Says:

    Senhores,

    Corri bibliotecas, colhi depoimentos, li e reli centenas de revistas e jornais antigos e conversei muito com o próprio personagem. O ex-presidente sempre foi comigo por demais atencioso, relatou-me fatos que hoje tenho por obrigação passar através desta minissérie.
    De todos os políticos que conheci, como pesquisador e autor de 12 (doze) livros sobre o ex-presidente , jamais convivi com pessoa tão inteligente e de personalidade tão complexa. Conhecia exatamente onde estava a tênue fronteira entre o pitoresco e o ridículo. Trabalhava a sua imagem sobre o fio da navalha.Por isso, foi o mais inusitado fenômeno da política brasileira, presença carismática junto ao povo e aos meios de comunicação. Desde que foi eleito vereador, em 1947, o futuro presidente já tinha por hábito escrever a colegas e subordinados. Foi por meio de uma carta escrita por ele em 1961 e entregue ao Congresso Nacional que Jânio deixou a Presidência. Para a renúncia, há mais de dezoito versões diferentes. As minhas pesquisas indicam que o ex-presidente Jânio da Silva Quadros tentou renunciar pelo menos onze vezes nos mesmos moldes e uma tentativa de deposição em toda a sua vida pública.Para não desmerecer sua biografia, recheada de renúncias, também desta vez Jânio abandonou a Prefeitura dez dias antes de completar o mandato, viajando para Londres. E os últimos dias de governo foram administrados por seu Secretário de Negócios Jurídicos, Cláudio Lembo. O objetivo deste livro é demonstrar que a renúncia de Jânio da Silva Quadros foi um ato pessoal e suas entrevistas e seus bilhetinhos revelam o estigma e suas várias facetas na arte de renunciar.

    Nos sete meses de governo
    Nos sete meses de governo, Jânio Quadros despachou cerca de quinhentos “bilhetinhos”, como são chamados popularmente. Os bilhetinhos foram combatidos, mas temidos e respeitados. Neles se observa o humano e o sentido de humor de Jânio Quadros. Os célebres “bilhetinhos” só o eram para o público, pois para JQ, eram despachos, papeletas ou memorandos altamente enérgicos e exigentes. Essas ordens escritas foram cognominadas “bilhetinhos” por um jornal de São Paulo, com o intuito de depreciá-los, mas o efeito foi contrário, e eles ganharam a notoriedade e a importância que realmente importava.
    Dizia-se que Jânio inspirara-se em Churchill quando deliberou utilizar-se do sistema dos bilhetinhos. Outros declararam que ele se inspirou em personalidade mais próxima, Getúlio Vargas, que os enviou ao seu antigo chefe da Casa Civil, Sr. Lourival Fontes.
    Há quem diga que JQ inspirou-se em Abrahão Lincoln, que se utilizara dos bilhetinhos para vencer em seu país as barreiras burocráticas.
    No entanto, os bilhetinhos foram lançados na pessoa do capitão-general Martim Lopes Lobo de Saldanha que, em 1877, quando era governador da Capitania de São Paulo, lançava mão de ordens escritas, sucintas e enérgicas para conseguir providências de caráter imediato.
    É de se reconhecer, contudo, que os bilhetes de JQ foram a marca de sua personalidade vigorosa. Os relapsos os temiam. Os responsáveis os respeitavam. Os políticos profissionais os combatiam. O povo os aplaudia.

    Estou aberto ao diálogo com Augusto Nunes, Saulo Ramos, Salomão Esper, José Sarney, Murilo Mello Filho, Viriato de Castro, J.Pereira, Mellão, Jânio Quadros Neto, Yamashiro, Gabriel Kuak, Arnaldo Niskier, Herodoto Barbeiro, Eduardo Grossi. Vou procurá-los no momento adequado, mas não mudo as minhas convicções sobre o que conversei com o ex-presidente Jânio Quadros sobre a renúncia. Existem dezoito versões sobre a renúncia, mas o que vai para o ar ( imagem) é bem diferente das lendas contadas sobre o ex-presidente J.Quadros. O meu mestrado e doutorado – Jânio numa perspectiva da semiótica peircena.

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